Vovó Rosaria e Cia.

Sou a vovó mais querida do mundo! Eu e minha turma temos sempre a palavra certa. A experiência de vida me deu a oportunidade de cada dia mais saber o que dizer e o que fazer. Luto pela paz, pelo respeito, pela dignidade e igualdade. Sonho com um mundo melhor, com honestidade, educação e moral. Sou contra o preconceito e não faço juízo antecipado das pessoas. Mas faço tudo isso sem perder o bom humor. Então sempre adoro brincar e provocar meus netinhos e netinhas, lindooos!

21 fevereiro 2007

Manual Prático para Mulheres Solteiras Modernas (ou a beira de um ataque de nervos!)
By Demi

Ah... a vida de solteira! É uma liberdade incrível que muitos invejam, mas honestamente, nada melhor que um relacionamento fixo, sabe? Ter alguém com quem comemorar, chorar, contar segredos, fazer planos...Principalmente se você nunca teve ou faz tempo que não tem isso...Errr...Mas não estou aqui pra falar dos benefícios e prazeres da vida em comum. Esta loucura chamada “vida a dois” posso abordar em outra época mais propícia, perto do dias dos Namorados, p. exemplo...
Este manual que escrevi, é uma tentativa de classificar os Homos-Sapiens que orbitam na vida de nós mulheres modernas, e o que podemos (ou nos resta...) fazer com eles! Normalmente, nenhum dos tipos abaixo, se tornarão “NAMORADOS” e os motivos são bem óbvios, só uma mulher moderna (leia-se culta, inteligente, bonita ,interessante e independente...) para não percebê-los.
1) O “Carangueijo” Indeciso:

Diagnóstico: Claramente o homem que não sabe o que quer. Provavelmente tem um grande amor a esquecer, e elege você como a válvula de escape. Enquanto não conquista sua paixão verdadeira, tenta se aproximar e criar intimidade, mas não o suficiente para virar namoro.

Plano de ação: Saia de perto dele. Fique longe. Ele vai te procurar algumas vezes, mas acabará desistindo - o que é melhor para você, believe me!

2) O “Pay Day” Sazonal:

Diagnóstico: Homem carente, mas que gosta de ser sozinho. Ele aparece de tempos em tempos, e desaparece da mesma forma. Tem várias vertentes: os mensais (que aparecem no dia do pagamento) os bimestrais (que mantém duas mensais) e os randômicos (que não têm padrão algum, mas aparecem).

Plano de ação: Aproveite o máximo da carência dele para provar que você é legal. Mas se passadas 3 sazonalidades e nada mudar, parta para outra, amiga!

3) O “Pão Nosso” de Quarta-feira:

Diagnóstico: Ele te acha super legal, mas você é apenas um passatempo. Logo, você vira a mulher de quarta-feira. Isso porque as sextas e fins de semana ele guarda para outra mulher, que ele quer conquistar, mas ela não está dando muito mole, e que muito provavelmente não deve ser nem tão “bacana” quanto você... Então ele passa um tempo com você, a super mulher legal!

Plano de ação: faça dele um "homem de quarta-feira". E só. hahaha. E trate de arrumar um de quinta, um de terça, etc... e se tiver sorte poderá arrumar um super cara legal para ser o de sexta, sábado e domingo!!!hehehe

4) O “Só o Cume Interessa” Cafajeste:

Diagnóstico: ele só está interessado no seu belo corpinho. Isso pode ser uma grande ferramenta de auto-estima para você. Ele é legal, te elogia, paga a conta, te chama para sair de sexta-feira, mas está pessimamente intencionado. Tudo o que ele quer é te comer. Sem meias palavras. E vai tentar de uma maneira sutil, sem forçar nada, para continuar parecendo o cara mais legal.

Plano de ação: aproveite ao máximo. Antes da hora "h", dê um beijo na bochecha dele e vá embora. É um excelente homem para ser um sazonal, afinal ele deixa sua auto-estima nas nuvens! Mas não ceda... Senão ele se aproveita, faz o que quer e some de vez.

5) O “Arroz” Tio João (ou Maria!):

Diagnóstico: Ele está interessando em você, mas não toma atitudes. Não chama para sair, mas fica mandando e-mails e mensagens pelo celular. Você fica esperando, esperando, dando indireta e nada...

Plano de ação: caia matando, minha filha! Mas se perceber que ao invés de arroz, ele está mais para indeciso, vá de retro!

6) O “Fogos de artifício” Caramuru:

Diagnóstico: Esse cara é um show pirotécnico! Ele é uma explosão de cores que toma conta do seu céu! Explode estrelinhas coloridas e te esquenta como ninguém... Porém, ele dura apenas alguns segundos... O risco embutido aqui, minha querida é... algum homem já coloriu o seu céu e você não se apaixonou??? É altamente arriscado, pois a intensidade de sua aparição é proporcional à efemeridade. Logo, você ficar apaixonada por fumaça é uma grande possibilidade.

Plano de Ação: Se você é da turma cuja fila não anda, faz um Cooper e tudo bem!!! Mas se você tem um lado heroína romântica que cultiva o amor por falecido, aviso: melhor não arriscar!

7) O “Diretamente do Mundo Encantado” Imaginário:

Diagnóstico: Ele é lindo, perfeito, aparece toda à noite nos seus sonhos, onde ele te acorda com um beijo, café na cama todas as manhãs, a casa impecável porque ele acordou mais cedo pra arrumar e depois do café, uma voltinha no seu cavalo alado sempre cai bem... Ele te elogia o tempo todo e faz com você se sinta única na vida dele!!! Admira profunda e sinceramente sua inteligência e tem orgulho da independência financeira que você tem...

Plano de Ação: Sinceramente? ACORDE!!! Amiga, você pode acabar num manicômio se continuar insistindo que esse homem existe!
Continuo com a mesma frase clássica: Príncipe encantado não existe! Prefira os sapos, pois não temos escolha!

8) O Lulu “Como uma Onda” Santos:

Diagnóstico: Ele vai e volta. Vem e vai. Como uma onda no mar, está sempre a lamber a sua costa (no bom sentido ou não), enchendo sua maré para depois se retrair, deixando você e sua cara de nádegas esperando a próxima maré alta. Pode ser um ex-namorado, um ficante esporádico ou um postulante a ficante.

Plano de Ação: Você é quem sabe, minha filha!! Pense... que esse homem é como assistir “Curtindo a Vida Adoidado” na Sessão da Tarde, não lhe acrescentará nada, mas você tem certeza que o filme será divertido...

9) O “Erótico-selvagem” Dança com Lobos:

Diagnóstico: Parece o tipo Caramuru, no início, e você pensa “uau, que homem viril!”, mas de repente você se vê estrelando um funk e descobrindo o que significa "muita pressão”. O cara-pálida nem perde tempo, como o “Cafajeste”, te chamando pra sair, já vai logo nos finalmente mesmo, afinal ele não esta à lazer...Usa frases de efeito psicológico, na tentativa de te deixar com te...errr... vontade! Mostra ostensivamente seu repertório “Pay-Per-View” e tem uma tendência ao exibicionismo! Cuidado pra não cair na gargalhada com as frases de efeito que ele usar (e ele vai usar, não duvide!).

Plano de Ação: Se você tem paciência para agüentar um cara que treme só de ouvir você dizer oi, vá em frente! Pode ser bom para o seu ego de "mulé-gostos@" e, quem sabe, seu Mogli, o Menino Lobo, possa ser domesticado?

10) O ‘Mino-Wando”:

Diagnóstico: Para classificar esse homem, fui buscar auxílio na mitologia grega! O cara-pálida em questão, é metade Homem e metade Wando...Isso ai, colega!
E você??...Oras, Você é luz, raio, estrela e luar!!! O esse homem sabe disso e, numa noite de amor, eis que surge a proposta: me dê sua calcinha?
Hããããã??????????? É, você ouviu bem: ele pediu sua calcinha. O que fazer então? Dar a calcinha? Dar um tapa? Dar de novo? Dar nunca mais????
Depois desse pedido, você imagina o cara de roupão de matelassê bordô, tomando conhaque, sentado numa poltrona, com um charuto admirando sua parede com dezenas de calcinhas emolduradas, com suas espécies registradas.
Plano de Ação: Querida...se você não quer acabar como um “meu ia-iá, meu iô-iô”, pegue sua calcinha e saia correndo, de onde estiver, e não olhe pra trás!!!
O que pode se esperar de um tipo desse, hein??rs

08 fevereiro 2007

A Razão dos 10%
posted by Demetria

O quanto uma pessoa conhece de si mesma? Todos os dias lemos pesquisas relatando o pouco desenvolvimento que fazemos de nosso cérebro, dos limites do corpo que estamos ainda longe de conhecer. Que dizer, então dos sentimentos? Quantas vezes nos surpreendemos com atitudes que tomamos opostas ao nosso modo peculiar de pensar e agir? Já pararam pra analisar quão pouco conhecemos das pessoas com quem nos relacionamos? Estamos solitários e carentes, despercebidos do mundo mas com uma vontade louca de retornar ao círculo vicioso das ilusões amorosas e, num dia anunciado, a vontade toma formas reais no corpo de outra pessoa. Correspondido ou não, platônico ou expresso, em algum momento capturamos uma fotografia do instante de vida daquela pessoa e o penduramos na estante dos sonhos de consumo, rasgando o cartaz de ¿procura-se¿ que andava pendurado na alma. Tudo estaria resolvido se nos contentássemos com aquela fotografia, aquele instante, aquela ponta do iceberg que descobrimos (muitas vezes nem isso) da pessoa amada. Percebemos, numa visão otimista, talvez cerca de 10% de tudo que ela representa, e queremos ir adiante, descortinar o resto. Pior que isso, não são 10% aleatórios, mas aquela parte que interessa às nossas expectativas, a que corresponde à nossa carência. Criamos a ilusão de que os outros noventa por cento terão a mesma magia, um encantamento parecido, e, é claro, os alicerces acabam corroídos conforme progredimos. Há pessoas manipuladoras, entretanto, e essas devemos temer. Aquelas que nos mostram uma parte aparentemente desinteressante, manipulam o que querem passar de si mesmas ao mundo de fora. Guardam a melhor parte pra desnudar a poucos escolhidos, aos privilegiados que passarem pelas difíceis etapas que conduzem ao prêmio da confiança irrestrita. Nem sempre funciona. Da mesma forma que há pessoas ardilosas em manipular a própria imagem, há aquelas especializadas em descobrir tesouros ocultos. Arqueólogos dos sentimentos, têm o dom de perceber detalhes da alma alheia soterrados em areias movediças de dissimulação. Muito raramente pensam ter encontrado um tesouro incalculável sob alguma forma humana, e põem-se a escavar à procura do restante, sonhando com a aposentadoria que essa descoberta pode representar. Todos, arqueólogos ou ardilosos, sinceros ou dissimulados, nenhum grupo escapa ao problema dos 10%. Querer adentrar no universo que existe além dos dez por cento da pessoa amada implica largar a segurança e o cobertor que nossas expectativas criaram e ficar à revelia num novo mundo frio, inóspito e que, muitas vezes, acaba por sufocar aquilo que procurávamos adentrar. Mórbida sensação. Porque nunca nos satisfazemos com o que temos às mãos, ao que nos foi permitido enxergar, ao que nos fascinou? A ambição desenfreada quer ir além, quer o controle, a sensação de entorpecimento total que (imagina !?!) levará à certeza de ter encontrado a pessoa certa. Poderíamos ficar com o seguro, com os 10% originais, e crescer ao redor deles. Barganhar. Revelar 7% de nós mesmos em troca de mais 2% da outra pessoa, que sempre nos desvalorizamos nesses assuntos. O que acontece depois, o final da história, os clichês descambam no mesmo ponto: em algum momento descobrimos uma parte que nos assusta ou desagrada e quebra-se a magia, o nó se desfaz e já não mais queremos nem os 10% originais. Outras vezes não. Em poucas, raras e intempestivas tentativas, o coração persiste. Lá pelos 17% encontramos um ponto de apoio que anula a decepção mais adiante, nos 21%. Perto dos 35% uma surpresa que mantém o interesse até a metade, até os 50%, que não acredito ser possível alguém conhecer mais que a metade de outra pessoa. Se passamos a vida tentando descobrir metade de nós mesmos, que dirá revelarmos a alguém o que desconhecemos? Impossível !!!Como seria fácil se o Amor fosse como o produto de prateleira do supermercado que pegamos, lemos a descrição, prazo de validade e preço, então decidimos ou não em adquirir ou passar a outro produto. “Quero esse aqui porque não custa tanto e dura mais que aquele. Aquele é mais bonito, mas vence semana que vem, não vale a pena”. Não é assim...
Compramos às cegas, só pela embalagem, sem provar do conteúdo. O dilema reside em concluir que não existe solução. Ficarmos passivos contemplando aquilo que nos foi permitido desvendar ou ir além dos dez por cento, não faz diferença. Os olhos amendoados e as sardas do colo que encantaram à primeira vista irão permanecer, ao invés de uma porcentagem... A saudade de um amor perdido, a lembrança daquela face, dos cabelos molhados na chuva, tudo isso permanece. Podemos desvendar todos os segredos que antevíamos da outra pessoa, ter a nítida convicção de que a conhecemos e tirarmos proveito da situação. Sim, podemos. Mas do que lembraremos naquela noite fria de alguns anos à frente? O que fica, sempre, são os 10% iniciais, as primeiras impressões. Não a parte que nos foi oferecida, ou a outra que teimamos em desvendar. Fica aquela que adivinhamos, aquela parte da outra pessoa que, mesmo que ela nunca saiba, sempre nos pertenceu.