Vovó Rosaria e Cia.

Sou a vovó mais querida do mundo! Eu e minha turma temos sempre a palavra certa. A experiência de vida me deu a oportunidade de cada dia mais saber o que dizer e o que fazer. Luto pela paz, pelo respeito, pela dignidade e igualdade. Sonho com um mundo melhor, com honestidade, educação e moral. Sou contra o preconceito e não faço juízo antecipado das pessoas. Mas faço tudo isso sem perder o bom humor. Então sempre adoro brincar e provocar meus netinhos e netinhas, lindooos!

05 dezembro 2006

O segredo esta na gramática...

By Demetria


Estive pensando sobre esta palavra bem pertinente ao universo feminino... CASAMENTO.
Nós, mulheres, morremos de vontade de casar. (eu francamente não entendo o porquê!!)Atravessamos nossa adolescência com medo de ficar solteironas, temos pavor de encalhar, passamos dias, noites e madrugadas da juventude pensando em homens, moços, meninos, rapazes, coroas, seres humanos do sexo masculino. Mas não da mesma forma que os meninos adolescentes passam seus dias (trancados nos banheiros com aquela revista masculina que tem artigos ma-ra-vi-lho-sos!). Passamos nossa mocidade pensando com quem nós iremos nos casar (ouça os acordes iniciais da Marcha Nupcial ao fundo...) Um dia, afinal, casamos. UFA! Arreeeeee...E depois... só reclamamos. Dos maridos, dos filhos, das empregadas, da casa e principalmente do tédio !!!Não é que é ruim ser casada, nada disso. Eu só queria entender é porque o casamento, a coisa que mais queremos durante a juventude, dá tanto tédio nas mulheres depois de uns poucos anos. Acho que para nosso cérebro, que passou anos e anos tentando conquistar um homem atrás do outro, mudar de idéia de repente, e ter que ficar com um só, deve ser esquisito. É como quando descemos de um barco que sacode por causas das ondas – mesmo em terra firme a cabeça ainda balança por um bom tempo.Os casamentos inutilizam os miolos responsáveis pela sedução? Será a monotonia da vida de casada que cria monstros carentes? Sei que vão me achar exagerada, mas acho que na verdade as mulheres casadas vivem num tipo de mangue. Quando somos mocinhas, nos ensinam a ser sempre lindas para seduzir e encantar. Depois de casadas, temos que continuar lindas, mas não podemos seduzir ou encantar ninguém, em hipótese alguma, pois afinal de contas, você é uma mulher casada, oras!Coisinha mais doida !!!Olha, na minha estrambólica opinião, talvez os casamentos devessem durar, no máximo, cinco anos. E pela lei, depois desse tempo você seria obrigada a se separar do seu marido. Aparte: esta lei seria muito conveniente também por promover o “turn-over”, e fazer com que nenhuma mulher tivesse o mal gosto de segurar o mesmo homem por anos a fio, permitindo que outras usufruíssem do lagartão.
Voltando...Se fosse assim, tenho certeza que muitas mulheres implorariam ao juiz, de joelhos para continuarem casadas. Pois tudo que é proibido tem um gosto melhor.- Pelamordedeus....Me deixa ficar com ele, senhor juiz, eu amo esse homem!Acredito que o mistério deste paradoxo esta no fato de que não existem muitos romances nas nossas vidas. Precisamos dessas proibições para amar. Um verdadeiro romance é carregado, denso, arrastado, sofrido e melhor ainda, proibido. Durante nossas existências cabem muitas crônicas, muitas poesias, alguns contos e, se as condições climáticas forem favoráveis, uns poucos romances.E o mais incrível ainda é que eu noto que, muitas vezes, não são desses romances que saem os casamentos. É como se, inconscientemente, quiséssemos deixá-los intocáveis, puros, para que pudéssemos vivê-los em sonhos, em fantasias. É como se nossa natureza precisasse dos amores não solidificados, para poder usufruir da beleza da solidão. Dos nossos romances ficam histórias que contamos em segredo para as amigas no final da noite, fica a melancolia dos dias tristes, fica a lágrima de não ser reconhecida, fica a saudade depois de beber um pouco a mais. Em algum lugar lá no fundo sabemos que a união vulgariza a mágica de uma verdadeira paixão. O futuro do presente, quando vivido intensamente, enterra os sonhos e concreta a magia. O bonito, o belo, o inexorável está nas coisas que não acabam nunca. Afinal o próprio poetinha já dizia “que seja infinito…”No final das contas, precisamos do tempo verbal do impossível. Então a mágica de um romance é o futuro do pretérito!Eu gostaria...Eu desejaria...Eu me entregaria para sempre...
Eu amaria...
Por que ???
Eu, hein? E quem sou eu para resolver esse enrosco mundial?