Comédia sobre a vida "privada"...
by Demetria
Estava pensando em escrever um texto daqueles de fim de ano...Um texto com uma mensagem de esperança e paz. Mas esses textos, nesta época, são os que mais circulam por ai, e na verdade o que precisamos também, além de paz e esperança, é RIR!!!
Rir é o melhor remédio, disso todos sabemos há muito tempo. Porém, fazer rir é algo difícil, certo? É preciso pensar nas histórias mais engraçadas e complexas, juntar com uma atuação convincente, cheia de trejeitos e fantasias e escolher o melhor local para impressionar o público. Assim não dá! Qualquer um desiste logo e chega à conclusão que não tem veia cômica! Não, não é por aí.Quando na verdade, para fazer rir, basta ter um par de olhos perfeitos, alguns neurônios funcionando e ficar observando as pessoas na sua vida íntima. Foi ai que caiu minha ficha e resolvi falar de um tema bem cotidiano e velho conhecido de todos nós: o cocô. Esse mesmo, com acento no final. Não usarei imagens apelativas, pode ler sem constrangimento e tenho certeza que você vai rir, com as situações que vou descrever...
1 - Das verdades sobre o cocô
Parágrafo único: todo mundo faz cocô.
Faz sim, claro que faz. Você faz, a mocinha sentada do seu lado faz, o galã da novela faz, sua mãe faz e até o Papa faz. Só que alguns não gostam de admitir isso, especialmente as mulheres. Elas dizem que não fazem, mas é mentira. O cocô feminino existe e, em teoria, é rápido, sem cheiro e não faz barulho. Uma mulher sai da sala, entra no banheiro, volta e ninguém sabe precisar o que ela fez lá dentro. Depois da maternidade e da felicidade amorosa, esse é o principal objetivo perseguido pelas mulheres. Essa é uma mulher plena, realizada e feliz!Aliás, os homens agora terão a oportunidade de compreender alguns mistérios insolúveis até hoje. Por exemplo: lembra quando você viajou com a sua namorada pela primeira vez? O clima romântico, tudo perfeito... Até que em um dado momento, no quarto vendo TV, é possível ver um dia lindo lá fora. Então chega o convite: "amor, vamos dar uma volta?". Nisso ela se vira na cama, espreguiça, boceja e diz que está indisposta. Cara, acredite em mim, não adianta insistir. E nem pense em ser romântico e se oferecer para ficar com ela. Você será expulso do quarto de qualquer jeito. Por quê? Simples, ela quer privacidade para fazer cocô sem que você saiba disso. Uma amiga minha ficou três dias entalada por conta do excesso de romantismo do namorado...
Outro caso: uma turma vai passar uns dias na praia, juntos. Turma mista, sabe? Os rapazes acordam pela manhã, dão um salto mortal, caem dentro das sungas, deslizam até a cozinha pegam pão e leite e comem em pé mesmo. As mulheres... bem... acordam... andam pela casa de pijama e descabeladas... preparam lentamente o café... falam que precisam passar hidratante na pele e lavar o cabelo antes de entrar no mar, com ar de quem demorará horas ainda. Os homens desistem de esperar sem entender o motivo de passar hidratante antes de entrar na água salgada. Acho que deu para pegar a explicação, não? Alguma delas deve precisar fazer cocô. E com homens na casa isso é impossível. Mulheres têm fama de desunidas, mas quando se trata do cocô matinal são discretíssimas. Uma protege o da outra, mesmo que ela mesma não vá fazer. E em 20 minutos alcançam os rapazes na areia. Pode ter certeza de que quando perguntarem o que aconteceu nenhuma menina vai dizer: "nada de hidratante não, era só a Marcinha querendo fazer cocô."
Os homens já estão mais seguros nesse assunto. Não têm problemas, usam banheiro em qualquer lugar e alguns até gostam de anunciar o fato. Um amigo meu, por exemplo, pega uma revista, dá um olhar irônico a todos e solta um "hehehe". Pronto... todos longe do banheiro por horas, se quiserem viver... Falei das diferenças, mas vamos ao que é comum a ambos os sexos.
2- Das especificidades gerais sobre o cocô
Parágrafo único: todo mundo olha o próprio cocô.
Olha sim, você também, não adianta negar! Você concorda que não é necessário? Que poderia terminar, dar a descarga já olhando para a pia, onde lavará as mãos? (você lava, né?). Mas não, sem a olhadinha ninguém passa. Alguns, mais tímidos, olham meio de lado. Outros, mais espontâneos, analisam cor, forma, tamanho e conjunto da obra. "Que cor é essa? Ah, beterraba do almoço." Outros já observam o próprio produto como resultado de comercial de ração canina. Firmes e sequinhas em sinal de saúde.
Ah, você não deu o braço a torcer não é mesmo? Acha que não olha?! Então melhor não rir daqui para frente, ou vai se entregar. Sim, porque nem tudo é perfeito. Às vezes você faz, limpa e na hora de conferir, eis que para o seu completo terror o vaso está vazio!!! Cadê, meu Deus? Sua sanidade entra em cheque... "Eu sei que fiz, onde está?" Alguns até abaixam um pouco, para ver se lá no fundo enxergam uma pontinha... de esperança, mas nada. Sumiu mesmo, não tem explicação. É isso, frustrante, né?(eu vi seu risinho, isso já aconteceu com você, né?)
Mas tem coisa pior. Você faz, limpa confere e... Ah, está lá sim! Dá uma olhadinha e aperta a descarga. A água sobe, a água gira, a água desce e adivinha quem não foi embora? Isso mesmo, o seu cocô. Seu e de mais ninguém. Quer dizer, era para ser assim, mas o danado insiste em ficar famoso e aparecer para o mundo. Mais uma tentativa, nada... Ele continua ali, desafiando você. Batidas na porta! Desespero! Alguém está esperando você sair para usar o banheiro!!! "E agora"? Como se fosse uma questão de pura determinação, você respira fundo e aperta o botão com mais força. Inútil, ele ainda flutua na sua frente.
Nessas horas, desculpem a sequência de trocadilhos infames, mas... Você se sente tão mal, que nem aquela cagada que você fez no trabalho te preocupa tanto. Nem o fato do seu chefe estar para descobrir o tamanho da merda que você fez te deixa mais envergonhado. E sabe porquê? Simples, você será julgado pelo seu cocô - e sabe disso. Vão te chamar de mal educado, criticar sua alimentação, seu estado de saúde e até sexualidade pode ser posta em cheque.
Irônico...O homem chegou à lua, estuda fósseis, criou uma economia complexa, mas não sabe lidar com uma questão tão íntima, que sai de dentro mesmo. Que merda, não?