Vovó Rosaria e Cia.

Sou a vovó mais querida do mundo! Eu e minha turma temos sempre a palavra certa. A experiência de vida me deu a oportunidade de cada dia mais saber o que dizer e o que fazer. Luto pela paz, pelo respeito, pela dignidade e igualdade. Sonho com um mundo melhor, com honestidade, educação e moral. Sou contra o preconceito e não faço juízo antecipado das pessoas. Mas faço tudo isso sem perder o bom humor. Então sempre adoro brincar e provocar meus netinhos e netinhas, lindooos!

27 dezembro 2006

Comédia sobre a vida "privada"...

by Demetria

Estava pensando em escrever um texto daqueles de fim de ano...Um texto com uma mensagem de esperança e paz. Mas esses textos, nesta época, são os que mais circulam por ai, e na verdade o que precisamos também, além de paz e esperança, é RIR!!!
Rir é o melhor remédio, disso todos sabemos há muito tempo. Porém, fazer rir é algo difícil, certo? É preciso pensar nas histórias mais engraçadas e complexas, juntar com uma atuação convincente, cheia de trejeitos e fantasias e escolher o melhor local para impressionar o público. Assim não dá! Qualquer um desiste logo e chega à conclusão que não tem veia cômica! Não, não é por aí.Quando na verdade, para fazer rir, basta ter um par de olhos perfeitos, alguns neurônios funcionando e ficar observando as pessoas na sua vida íntima. Foi ai que caiu minha ficha e resolvi falar de um tema bem cotidiano e velho conhecido de todos nós: o cocô. Esse mesmo, com acento no final. Não usarei imagens apelativas, pode ler sem constrangimento e tenho certeza que você vai rir, com as situações que vou descrever...

1 - Das verdades sobre o cocô

Parágrafo único: todo mundo faz cocô.

Faz sim, claro que faz. Você faz, a mocinha sentada do seu lado faz, o galã da novela faz, sua mãe faz e até o Papa faz. Só que alguns não gostam de admitir isso, especialmente as mulheres. Elas dizem que não fazem, mas é mentira. O cocô feminino existe e, em teoria, é rápido, sem cheiro e não faz barulho. Uma mulher sai da sala, entra no banheiro, volta e ninguém sabe precisar o que ela fez lá dentro. Depois da maternidade e da felicidade amorosa, esse é o principal objetivo perseguido pelas mulheres. Essa é uma mulher plena, realizada e feliz!Aliás, os homens agora terão a oportunidade de compreender alguns mistérios insolúveis até hoje. Por exemplo: lembra quando você viajou com a sua namorada pela primeira vez? O clima romântico, tudo perfeito... Até que em um dado momento, no quarto vendo TV, é possível ver um dia lindo lá fora. Então chega o convite: "amor, vamos dar uma volta?". Nisso ela se vira na cama, espreguiça, boceja e diz que está indisposta. Cara, acredite em mim, não adianta insistir. E nem pense em ser romântico e se oferecer para ficar com ela. Você será expulso do quarto de qualquer jeito. Por quê? Simples, ela quer privacidade para fazer cocô sem que você saiba disso. Uma amiga minha ficou três dias entalada por conta do excesso de romantismo do namorado...
Outro caso: uma turma vai passar uns dias na praia, juntos. Turma mista, sabe? Os rapazes acordam pela manhã, dão um salto mortal, caem dentro das sungas, deslizam até a cozinha pegam pão e leite e comem em pé mesmo. As mulheres... bem... acordam... andam pela casa de pijama e descabeladas... preparam lentamente o café... falam que precisam passar hidratante na pele e lavar o cabelo antes de entrar no mar, com ar de quem demorará horas ainda. Os homens desistem de esperar sem entender o motivo de passar hidratante antes de entrar na água salgada. Acho que deu para pegar a explicação, não? Alguma delas deve precisar fazer cocô. E com homens na casa isso é impossível. Mulheres têm fama de desunidas, mas quando se trata do cocô matinal são discretíssimas. Uma protege o da outra, mesmo que ela mesma não vá fazer. E em 20 minutos alcançam os rapazes na areia. Pode ter certeza de que quando perguntarem o que aconteceu nenhuma menina vai dizer: "nada de hidratante não, era só a Marcinha querendo fazer cocô."
Os homens já estão mais seguros nesse assunto. Não têm problemas, usam banheiro em qualquer lugar e alguns até gostam de anunciar o fato. Um amigo meu, por exemplo, pega uma revista, dá um olhar irônico a todos e solta um "hehehe". Pronto... todos longe do banheiro por horas, se quiserem viver... Falei das diferenças, mas vamos ao que é comum a ambos os sexos.

2- Das especificidades gerais sobre o cocô

Parágrafo único: todo mundo olha o próprio cocô.

Olha sim, você também, não adianta negar! Você concorda que não é necessário? Que poderia terminar, dar a descarga já olhando para a pia, onde lavará as mãos? (você lava, né?). Mas não, sem a olhadinha ninguém passa. Alguns, mais tímidos, olham meio de lado. Outros, mais espontâneos, analisam cor, forma, tamanho e conjunto da obra. "Que cor é essa? Ah, beterraba do almoço." Outros já observam o próprio produto como resultado de comercial de ração canina. Firmes e sequinhas em sinal de saúde.
Ah, você não deu o braço a torcer não é mesmo? Acha que não olha?! Então melhor não rir daqui para frente, ou vai se entregar. Sim, porque nem tudo é perfeito. Às vezes você faz, limpa e na hora de conferir, eis que para o seu completo terror o vaso está vazio!!! Cadê, meu Deus? Sua sanidade entra em cheque... "Eu sei que fiz, onde está?" Alguns até abaixam um pouco, para ver se lá no fundo enxergam uma pontinha... de esperança, mas nada. Sumiu mesmo, não tem explicação. É isso, frustrante, né?(eu vi seu risinho, isso já aconteceu com você, né?)
Mas tem coisa pior. Você faz, limpa confere e... Ah, está lá sim! Dá uma olhadinha e aperta a descarga. A água sobe, a água gira, a água desce e adivinha quem não foi embora? Isso mesmo, o seu cocô. Seu e de mais ninguém. Quer dizer, era para ser assim, mas o danado insiste em ficar famoso e aparecer para o mundo. Mais uma tentativa, nada... Ele continua ali, desafiando você. Batidas na porta! Desespero! Alguém está esperando você sair para usar o banheiro!!! "E agora"? Como se fosse uma questão de pura determinação, você respira fundo e aperta o botão com mais força. Inútil, ele ainda flutua na sua frente.
Nessas horas, desculpem a sequência de trocadilhos infames, mas... Você se sente tão mal, que nem aquela cagada que você fez no trabalho te preocupa tanto. Nem o fato do seu chefe estar para descobrir o tamanho da merda que você fez te deixa mais envergonhado. E sabe porquê? Simples, você será julgado pelo seu cocô - e sabe disso. Vão te chamar de mal educado, criticar sua alimentação, seu estado de saúde e até sexualidade pode ser posta em cheque.

Irônico...O homem chegou à lua, estuda fósseis, criou uma economia complexa, mas não sabe lidar com uma questão tão íntima, que sai de dentro mesmo. Que merda, não?

18 dezembro 2006

Ameno, Dom (Liberta-me Senhor)

Dori me
Interi mo, Adapare
Dori me
Ameno, Ameno
Lantire, Lantire mo
Dori me

Ameno, Omenare, imperavi
Ameno, Dimere, dimere
Mantiro, Mantire mo
Ameno

Omenare, imperavi emulari
Ameno
Omenare, imperavi emulari

Ameno, Ameno dore
Ameno dori me
Ameno dori me

Ameno, Dom
Dori me, Reo
Ameno dori me
Ameno dori me

Dori me, Dom

14 dezembro 2006

Feliz Natal

(texto creditado a Hugo Hamann)

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"
Senhor, tende piedade de nós

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m"
Senhor, tende piedade de nós

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós

Por fim
Para que possamos festejar juntos os próximos natais
Senhor, dái-nos a paz

13 dezembro 2006

The day after

by Demi
A pergunta "e agora, pra onde vou?" depois do fim de um relacionamento que nos marcou fica, muitas vezes, latejando na cabeça por mais tempo que pretendíamos. Perdidos, parece que nos foi tirado o chão, mais que isso, os alicerces sob os quais construímos sonhos, fizemos projetos de vida e vislumbramos um futuro promissor ao lado da pessoa que partiu. Apesar que nos casos de relacionamentos longos e marcantes, pouco importa quem partiu, se foi você ou a outra pessoa, a sensação de vazio é a mesma. O "day after" se transforma na "week after", e vamos nos afundando à procura da tábua de salvação. Opção, essa é a questão de ordem. Novamente, as escolhas: quais as opções que temos nesse instante? Podemos escolher ficar indefinidamente lamentando o fim da relação, numa depressão crescente; podemos sair em desespero à caça de um outro amor ou podemos, apenas, aprender a gostar de passar um pouco de tempo em nossa própria companhia. Ficar alguns dias escutando "Everybody hurts", "Depois de ter você" ou alguma balada sertaneja até riscar o CD pode não ser de todo ruim, desde que o reservatório de lágrimas mande logo ao cérebro o grito de "basta". Pular direto a um outro relacionamento (o eterno medo da solidão) acaba se tornando a opção mais cruel, porque a nossa mágoa pode duplicar quando a pessoa com quem estivermos nos relacionando perceber que está sendo usada pra que esqueçamos um antigo amor. E, acredite, elas sempre percebem quando isso acontece. O que resta, então? Optar por nós mesmos. Amadurecer. Aprender a gostar de estar em nossa própria companhia, parar por instantes (que podem ser dias ou meses) pra fazer uma faxina na alma. "- Que bonita teoria, mas onde entra a parte do aperto no peito e a dor que estou sentindo agora?", diriam muitos. Claro que sofrer faz parte do processo, não há melhor forma de aprendizado que a dor. O erro está em escondê-la. Temos que encará-la de frente e dizer com convicção: "- Eu sei que você está presente agora mas saiba que isso também vai passar". Intimidar a dor e acreditar na ameaça que fizemos a ela. Não há nada mais gostoso que descobrir a alegria de nossa convivência em momentos de solidão, que sempre acontecem. Mesmo em meio a um relacionamento deveríamos ter essas horas introspectivas pra descoberta dos próprios desertos interiores. Tirar o pó da janela da alma e perceber que as críticas que recebemos das pessoas com quem nos relacionamos até hoje podem, sim, ter fundamento. Colocarmo-nos na posição de nossos antigos amores e analisar o relacionamento sob o ponto de vista deles, não pelo lado que nos convém, que esse é sempre mais cômodo. Máscaras são mais fáceis de serem tiradas de rostos alheios, mas quando se trata das nossas fica difícil separá-las da pele. Diluir os defeitos que encontrarmos no processo e valorizar, claro, as virtudes. Optar por nós mesmos requer tudo isso e mais, a certeza de que o mundo está cheio de pessoas especiais à nossa espera, e não vai ser um tropeço momentâneo que nos tirará do foco: encontrar alguém pra se apaixonar que goste de nós "por causa de" e "apesar de". Do jeitinho que somos, pacote completo sem direito a escolher os opcionais, no melhor estilo “what you see, what you get”. Aquela que nos arranque suspiros não da boca, mas do coração. Sorte da pessoa que nos encontrar depois disso, porque vai se deparar com alguém centrado no que precisa e do que tem a oferecer num relacionamento, ciente das derrapadas que teve antes e esperançoso de não cometê-las novamente. Alguém que aprendeu nos erros e com uma vontade louca de expor a vulnerabilidade à prova de alguém que a mereça. Uma pessoa sem pressa, tranqüila, que sabe esperar o momento certo de se entregar, de abrir as portas e tirar a plaqueta de "fechado pra almoço". Alguém que reformou a alma, mudou a decoração, tirou a mobília do lugar e gostou do que viu depois. Uma pessoa que sabe a importância de ficar sozinha vez ou outra ao invés de agarrar a primeira mão que lhe é oferecida. Uma pessoa que sempre opta por ela mesma e sabe que ninguém nesse mundo ou em qualquer outro vai lhe tirar o direito de tentar, à sua própria maneira, ser feliz.

05 dezembro 2006

O segredo esta na gramática...

By Demetria


Estive pensando sobre esta palavra bem pertinente ao universo feminino... CASAMENTO.
Nós, mulheres, morremos de vontade de casar. (eu francamente não entendo o porquê!!)Atravessamos nossa adolescência com medo de ficar solteironas, temos pavor de encalhar, passamos dias, noites e madrugadas da juventude pensando em homens, moços, meninos, rapazes, coroas, seres humanos do sexo masculino. Mas não da mesma forma que os meninos adolescentes passam seus dias (trancados nos banheiros com aquela revista masculina que tem artigos ma-ra-vi-lho-sos!). Passamos nossa mocidade pensando com quem nós iremos nos casar (ouça os acordes iniciais da Marcha Nupcial ao fundo...) Um dia, afinal, casamos. UFA! Arreeeeee...E depois... só reclamamos. Dos maridos, dos filhos, das empregadas, da casa e principalmente do tédio !!!Não é que é ruim ser casada, nada disso. Eu só queria entender é porque o casamento, a coisa que mais queremos durante a juventude, dá tanto tédio nas mulheres depois de uns poucos anos. Acho que para nosso cérebro, que passou anos e anos tentando conquistar um homem atrás do outro, mudar de idéia de repente, e ter que ficar com um só, deve ser esquisito. É como quando descemos de um barco que sacode por causas das ondas – mesmo em terra firme a cabeça ainda balança por um bom tempo.Os casamentos inutilizam os miolos responsáveis pela sedução? Será a monotonia da vida de casada que cria monstros carentes? Sei que vão me achar exagerada, mas acho que na verdade as mulheres casadas vivem num tipo de mangue. Quando somos mocinhas, nos ensinam a ser sempre lindas para seduzir e encantar. Depois de casadas, temos que continuar lindas, mas não podemos seduzir ou encantar ninguém, em hipótese alguma, pois afinal de contas, você é uma mulher casada, oras!Coisinha mais doida !!!Olha, na minha estrambólica opinião, talvez os casamentos devessem durar, no máximo, cinco anos. E pela lei, depois desse tempo você seria obrigada a se separar do seu marido. Aparte: esta lei seria muito conveniente também por promover o “turn-over”, e fazer com que nenhuma mulher tivesse o mal gosto de segurar o mesmo homem por anos a fio, permitindo que outras usufruíssem do lagartão.
Voltando...Se fosse assim, tenho certeza que muitas mulheres implorariam ao juiz, de joelhos para continuarem casadas. Pois tudo que é proibido tem um gosto melhor.- Pelamordedeus....Me deixa ficar com ele, senhor juiz, eu amo esse homem!Acredito que o mistério deste paradoxo esta no fato de que não existem muitos romances nas nossas vidas. Precisamos dessas proibições para amar. Um verdadeiro romance é carregado, denso, arrastado, sofrido e melhor ainda, proibido. Durante nossas existências cabem muitas crônicas, muitas poesias, alguns contos e, se as condições climáticas forem favoráveis, uns poucos romances.E o mais incrível ainda é que eu noto que, muitas vezes, não são desses romances que saem os casamentos. É como se, inconscientemente, quiséssemos deixá-los intocáveis, puros, para que pudéssemos vivê-los em sonhos, em fantasias. É como se nossa natureza precisasse dos amores não solidificados, para poder usufruir da beleza da solidão. Dos nossos romances ficam histórias que contamos em segredo para as amigas no final da noite, fica a melancolia dos dias tristes, fica a lágrima de não ser reconhecida, fica a saudade depois de beber um pouco a mais. Em algum lugar lá no fundo sabemos que a união vulgariza a mágica de uma verdadeira paixão. O futuro do presente, quando vivido intensamente, enterra os sonhos e concreta a magia. O bonito, o belo, o inexorável está nas coisas que não acabam nunca. Afinal o próprio poetinha já dizia “que seja infinito…”No final das contas, precisamos do tempo verbal do impossível. Então a mágica de um romance é o futuro do pretérito!Eu gostaria...Eu desejaria...Eu me entregaria para sempre...
Eu amaria...
Por que ???
Eu, hein? E quem sou eu para resolver esse enrosco mundial?