Vovó Rosaria e Cia.

Sou a vovó mais querida do mundo! Eu e minha turma temos sempre a palavra certa. A experiência de vida me deu a oportunidade de cada dia mais saber o que dizer e o que fazer. Luto pela paz, pelo respeito, pela dignidade e igualdade. Sonho com um mundo melhor, com honestidade, educação e moral. Sou contra o preconceito e não faço juízo antecipado das pessoas. Mas faço tudo isso sem perder o bom humor. Então sempre adoro brincar e provocar meus netinhos e netinhas, lindooos!

31 outubro 2006

Fiquei emocionada com esse texto...

Será possível que nada vai acontecer? Será possível que tanta indignação vá se calar, emudecer, afogar-se-á em nossa alma?

Essa mãe é uma mãe como eu, que sofre pela pátria antes de mais nada.


http://sou-sul-sou-brasil.blogspot.com/2006/10/senhor-presidente-lulao-meu-filho-um.html

Recebi esse texto anônimo. Repasso aos meus netos.

Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca!!!
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade; não protestar cada vez que o governo compra um colchão para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundícies que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente v. irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi.

Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como aviãozinho do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.


O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.

Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MP), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores).

Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder.

E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!!!

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um "gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto!!! Malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo, né? Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950.
Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro.
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória no primeiro turno do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece!
Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.

Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse testo, meus sentimentos amigo, continuemos fazendo nossa parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente, aí sim teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.

Afinal aqui não tem terremoto, tsunami, nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

30 outubro 2006

Sábio Ruy...

Não poderia deixar de postar, algo que toca meu coração e, como tantas outras coisas que lemos, faz-me sentir um pouco frustrados por não ter escrito, mas feliz e orgulhosa por conhecer e poder divulgar.
Toma vergonha povinho!!!



SINTO VERGONHA DE MIM
por Ruy Barbosa

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez o julgamento da verdade, a negligencia com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.

29 outubro 2006

Meus pêsames Brasil


Mais que demais quero o Lula preso, juntamente com toda a corja de ladrões que andam com ele. Por muito menos em outros sociedades homens eram mortos. Não seria má idéia.
São tantos os nomes, de norte a sul do Brasil, todos envolvidos em escândalos, desvios, etc, que nem posso enumerar. Um infinidade de criminosos organizados para um único fim: continuar roubando, mantendo o esquema maravilhoso e cheio de possibilidades.
Mais e mais quero ver esse povo criar consciência e não ficar encostado em um bolsa família, inss, bolsa escola, etc. Mais que tudo gostaria de acreditar que o crime não compensa, mas vivo em um país onde não posso ser convencida disso. O crime compensa sim!!!!! Olhem para Brasília!
Gostaria muito de ver um Brasil melhor, mais digno, mais ético, mais patriota, mais trabalhador. Mas apenas o que vejo é crescer a indústria da vagabundagem.

Trouxas, povinho bunda!!!!! Enquanto viverem de bolsa família, os poderosos estarão mais e mais ricos!!! Eles gostam disso. Vivem em função da miséria alheia. Não existe concorrência para eles, pois os idiotas brasileiros vivem de esmolas e aplaudem essa postura.
Povo ignorante!!! Carneiro!!! Vagabundo!!! Cornos mansos assumidos!!! Cúmplices de criminosos, também são criminosos!!!

Meus pêsames Brasil...

27 outubro 2006

Parabéns povo brasileiro !!!!

A frase definitiva de Carlos Vereza no programa do Jô Soares:

"AO VOTAREM PELA SEGUNDA VEZ NO MAIOR FARSANTE DE TODA A HISTÓRIA POLÍTICA BRASILEIRA, PASSAM DA CONDIÇÃO DE ELEITORES À DE CÚMPLICES, CONSCIENTES DA LAMENTÁVEL DESAGREGAÇÃO ÉTICA E MORAL QUE ASSOLA O NOSSO PAÍS"!

24 outubro 2006

Nada de política, só orgia!

Por Paulo Addicted
Políticos, alguns jornalistas e publicitários que freqüentam Brasília conhecem uma antiga tradição que começou em um bairro nobre da cidade por iniciativa de um conhecido empresário da área da educação, fazendo lobby para criar vínculos com autoridades e políticos, a mansão virou ponto de encontro com lindas moças, principalmente paulistas e gaúchas.

A casa está abandonada e com mato alto, mas, um jornalista que freqüentava a casa sabe de muitas coisas e garante que nada conta ou contará, nem sob tortura.

Hoje há a promotora de eventos Jeany Mary Córner, ela ficou muito conhecida no Brasil ano passado pela suspeita de receber dinheiro do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para financiar ‘festinhas’ com políticos petistas e da base de apoio do governo Lula em Brasília, na época ela prometeu detonar tudo o que sabia, com base em agendas telefônicas, se continuasse sendo perseguida pela CPI.

“Se algo de mau me acontecer, as agendas virão a público”, disse Jeany na época ao blog do jornalista Ricardo Noblat. Conforme o DIA publicou, Jeany teria foto de políticos, um deles nu. Segundo Noblat, um parlamentar aparece sem roupa segurando um charuto na boca.

O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) disse ao vivo e a cores pela televisão: - Tem mais gente aqui dentro preocupada em aparecer na lista da dona Jeany do que na lista do mensalão.

Segundo uma testemunha entrevistada por um jornal, políticos e dirigentes de partidos, protagonistas na Câmara de vigorosos embates políticos, normalmente são carinhosos e generosos nessas surubas coletivas e quase sempre suprapartidárias. Ela já ganhou mais de mil pratas em uma noite de orgia. Numa mesma madrugada, chegou a fazer sexo com vários, como mandam as regras desses encontros. Eles podem até ser de partidos distintos, mas, nada que comprometa o andamento dos trabalhos.

Antigamente as orgias se davam em mansões para aproximar empresários de políticos, hoje, elas acontecem em suítes presidenciais como a do hotel Gran Bittar, território que foi usado para a distribuição de dinheiro a parlamentares e seus assessores pelo publicitário Marcos Valério de Souza.

Virtualmente também houve uma multiplicação de acompanhante o que corrobora a explosão da prostituição em Brasília, não só de parlamentares. Há alguns endereços da Internet em que belas moças e porque não dizer, também, moços são exibidos. Os mais conhecidos são Belasdaqui e Brmodels.

Convenhamos, as surubas de Brasília não são diferentes das que ocorrem em São Paulo ou Rio de Janeiro, a diferença está no número de políticos que se envolvem, pode ser um desvio moral para ma avaliação dos homens que se apresentam pedindo nosso voto, o problema é que depois de eleitos fazem conosco o “povo” o mesmo que fazem com elas, com o agravante que, de nós, eles cobram, e caro.

Quanto a mim, deixo claro, só escrevi sobre o que li, já sobre Jeany acredito que ela é só uma promotora de eventos com uma grande quantidade de recepcionistas, nunca participei de seus eventos ou agregados e, se alguém falar que me viu, mentiu.

23 outubro 2006

Machismo


Vovó Rosária no meu primeiro texto se refere as minhas idéias, que beiravam o machismo vigente no seu tempo.
Pensei muito sobre isso e algo me incomodou.
Pesquisei sobre o machismo e o feminismo , e obtive a seguinte definção:A palavra machismo está associada ao sistema patriarcal (sistema familiar e social ensinado na Bíblia, no Alcorão e em outros livros também religiosos). Nesse sistema, o pai é o líder da família sob todos os aspectos. Já a palavra feminismo está associada a movimentos anti-patriarcalistas e ao sistema matriarcal (sistema mais ou menos teórico em que a mãe é a líder da família).
Minhas idéias de vida não são fundamentadas em nenhuma dessas correntes.
Sou contra a opressão de seres humanos sejam homens ou mulheres , não aprovo as leis Islãmicas apoiadas no alcorão em que a mulher não tem direito a nada, não aprovo a circunsição de adolescentes na Africa, não aprovo violência doméstica, nem direitos diferentes na conratação de profissionais por discriminação sexual , sou contra crimes sexuais mesmo que "fundamentados" em valores morais.
Muito se discute se devem ou não abrir a porta do carro , isso para mim é uma questão de educação e postura , a questão do machismo vai além disso , vai a repressão , a violencia ,a tratar as filhas com menos liberdade, a privação de direitos humanos das mulheres , nesse sentido sou completamente contra.
Imagino homens e mulheres , cada um exercendo seu papel dentro da familia para a criação de uma sociedade sadia , sem competições e luta pelo poder , mas com uma união ,e cada um dando o melhor de si.

LULALÁ NA PQP !!!!!!!

Estou com uma dúvida cruel...
Alguém pode me ajudar?
O problema é o seguinte:

Lula anda se comparando a Cristo e a Tiradentes.
Bem... isto é um direito dele, mas no dia 29 de outubro,
CRUCIFICAMOS ou ENFORCAMOS????





VEJA A NUMEROLOGIA:

DATA DA ELEIÇÃO: 29 / 10 / 06

SE VOCÊ QUER QUE O BRASIL ANDE PARA A FRENTE, SOME:
29 + 10 + 06 = 45 (ALCKMIN)

AGORA, SE VC QUISER QUE O BRASIL VÁ PARA TRÁS, SUBTRAIA:
29 - 10 - 06 = 13 (LULA)

QUE COISA NÃO?! ATÉ A NATUREZA MANDANDO O SEU RECADO?!

Em busca do homem sensível...

By Demi Demétria
Já faz algum tempo eu estava assistindo um Café Filosófico, onde o psicanalista e escritor Contardo Calligaris, dizia que aprendemos a amar nos romances, filmes, novelas, letras das músicas populares. Sempre houve sentimentos amorosos, mas nossa experiência do amor não tem nada (ou quase) de natural: é uma retórica de sentimentos que aprendemos, assim como uma língua. Em suma, que o amor é coisa que se aprende...
Se o amor é coisa que se aprende, creio que as pessoas de minha geração foram ensinadas a ter quereres um pouco acima da média, então. Nesse mundo pós-anos 80, com seus rituais efêmeros e recicláveis, o amor foi destilado em muitas línguas e cores, para tornar-se palatável a olhos e ouvidos tão inclinados à fugacidade. O amor virou pastiche de si mesmo, ecoando entre um frame e outro de um videoclipe. Estamos condicionados a trocar de amor tão rápido quanto trocamos de canal.Mas não era disso que queria falar. Queria tentar partilhar a minha inquietação com uma das construções dessa cultura pós-moderna do amor: o homem sensível. Eu cresci consumindo a sua figura. Um dos legados pós-80. Na época, eles eram Dustin Hoffman, Al Pacino e Wood Allen, baixinhos e de óculos, em cenas de choro e monólogos de demonstração de fragilidade.Contrapunham-se à imagem do macho dominante, brigão e arrebatador (como Clarck Gable, cínico e sedutor, roubando beijos de Scarlett O’hara)... Não dava mais para esses tipos conviverem lado a lado com mulheres de terninhos, working girls, cada vez mais incisivas, rumo ao mundo dos negócios. Daí apareceram expressões como “ocaso masculino”, dentre outras. É incrível como a construção de certas personagens é pertinente à época onde emergem.Eu lembro do apelo exercido pela capa do livro de Anais Nin, na prateleira da biblioteca da escola: “Em Busca do homem sensível” - não confundir com essa leva de auto-ajuda para mulheres, tão comuns hoje -... Eram crônicas e palestras da escritora. Uma delas falava desse novo homem, que surgia das alternativas de convivência propostas pela geração hippie, não lembro das palavras exatas com as quais ela descrevia, mas sim de alguns exemplos, como o de um jovem casal que viajava de moto pelo país, partilhando da pouca comida e das dificuldades. A visionária Nin exultava essa mudança de paradigma masculino como uma conseqüência das revoluções sociais, sem manipular nem puxar a sardinha para o mito do protagonismo das mulheres, as “invasoras” do mundo público de então. Para ela, o homem sensível não era simplesmente um macho ferido, mas alguém capaz de caminhar lado a lado, ciente das desigualdades...Ensimesmada, me pergunto se não sou da geração que enxergou no “homem sensível” um novo rótulo do príncipe encantado. Como toda romântica incurável, fiz planos com eles, me apaixonei pelos personagens nos filmes que via. Na maioria das vezes não deu certo, porque os rótulos, infelizmente, bóiam na água ou despelam sob temperaturas mais agudas... À primeira crise, se desfazem.Sinceramente, tenho a sensação de que a maioria dos homens não se esforça em ser mais do que é... Não se preocupa em cativar, surpreender, em fugir do lugar comodamente comum do macho dominante. Se a sensibilidade casualmente acontece, ótimo!... Se não, tudo bem.Explico... Não acho que um homem mereça palmas por desprezar axé ou gostar de cinema europeu, isso é bacana, mas eles agem como se, cumprido o clichê, pronto, já esta de bom tamanho. Comportando-se como se apenas o fato de existirem fosse um grande favor, um serviço prestado à humanidade com a população feminina excedente. E eu, por exemplo, sou chata e exigente. Impiedosa, quase.Fico me questionando até que ponto, Anais Nin tinha razão. Ou se foram apenas os filmes, músicas e livros que li que me lançaram numa expectativa além da conta. Por que?...Confesso, não tenho paciência para os não-sensíveis nem vejo muita graça nesse vai-e-vem nauseante das relações líquidas - reluzem como uma gota d’água por um lampejo de segundos, mas logo se espatifam na placidez do oceano, retomando uma busca contínua que não cessa...

Dica literária:
"Terra de ninguém" (Contardo Calligaris) é um livro maravilhoso, comprem e leiam, Contardo é um pensador fantástico, ele fala de quase tudo que você possa imaginar, há um índice de temas, está tudo lá, incrível! Inclusive esse tema do amor apredido. O autor é inteligente, fala claro, muito gostoso, é um ótimo livro para se ler aos poucos, para curti-lo melhor.

19 outubro 2006

Poema do Angelo


Esses dias, Angelo Pompeo, meu netinho meio pirado da cabeça me mandou um poema falando sobre sonhos, pedindo que eu o ajudasse a interpretar.

Quando comecei a ler, quase morri de dar risada. Quanto tempo não ouvia isso. Ele realmente desenterrou...

Fiquei pensando no quanto era simples dar risada e outros tempos. Como a vida era mais fácil e pequenas infantilidades nos faziam felizes.

Tão somente a simplicidade da vida nos trazia alegria. A felicidade está, de fato, nas coisas simples.

Sonho do Angelo...

Sonhei com a imagem tua,
Caguei na cama e joguei na rua.
A merda endureceu,
Passou um carro e furou o pneu.

Levaram para a prefeitura,
Analisaram, a merda era pura.
Me botaram no xadrez,
E só de raiva caguei outra vez!!!

18 outubro 2006

Qual o número da sua “poltrona” na vida ???

Por Demi Demetria
(Muito bom Demi, a vovó adorou!!!)
Pensem numa situação real que me aconteceu... Eu cheguei no auditório da escola para uma daquelas deliciosas apresentações de encerramento de semestre do meu filho mais velho. Como sou uma pessoa que abomina atrasos, claro que entrei no recinto dez minutos antes do horário marcado. Inútil !!! Já estava completamente apinhado de gente. Procurei algum buraco onde pudesse me sentar e depois de algum tempo, achei dois lugares e rapidamente me sentei em um deles...
- Oi ! Moça, este lugar tá ocupado!
Olhei na direção da voz de homem que entoou estas doces palavras e encontrei o homem ao lado
- Hã? Perguntei fazendo aquela cara de estúpida.
- Esse lugar ai, tá ocupado!
Olhei pra onde tinha me sentado, achei esquisito mas passei para a cadeira do lado.- Nop! ai também está ocupado – ele me disse, já num tom mais cínico.- Como é que é? - A minha filha está neste lugar aqui e minha irmã está sentada nesse outro, exatamente onde a Sra. está – ele grunhiu.- Nossa! E eu me sentei em cima da sua irmã?Ele simplesmente ignorou meu comentário irônico e continuou...- Elas ainda não chegaram, eu estou guardando lugar para elas.Olhei para trás, dando uma pescoçada na “situation” do auditório. Era triste, estava lotado!!- Moço, prestatenção... o auditório esta lotado. E eu acho que como cheguei DEZ (vejam que enfatizei o dez...) minutos antes do show começar e também antes de suas familiares, eu tenho mais direito de assistir SENTADA ! O Sr. concorda?
Na minha voz eu já emanava aquelas “vibes” de quem vai pular no pescoço do infeliz a qualquer momento.
- EU (ele quase gritou esse eu...) cheguei mais cedo justamente para guardar os lugares para elas – ele me falou num tom bem irritado.- Escuta aqui, o meu marido também não chegou e eu não vou guardar para ele, pois acho isso uma palhaçada – falei.
- A sra vai querer armar um barraco aqui? – ele ameaçou. Seus olhos quase saltavam pra fora!!Neste minuto, lembrei do meu filho e como ele iria me agradecer quando todos da escola tivessem chamando a mãe dele de Dona Xêpa, me controlei, levantei e sentei no chão!
A filha e a irmã do camarada chegaram depois do show ter começado e assistiram tudo bem confortáveis, sentadas.Tem gente que é assim. Guarda aquele monte de lugar nas apresentações, nos cinemas, nos teatros. Acho que é uma espécie de paranóia que essa gente tem. Guardar os seus lugares em qualquer tipo de evento que envolva a coletividade. Uma vez, numa apresentação de teatro amador, onde meu pai era um dos atores, uma senhora simplesmente fez coleta de tudo que tinha dentro da bolsa para guardar os lugares. E foi em ordem decrescente de importância, na primeira cadeira ela colocou a bolsa, na outra a carteira, na outra uma escova de cabelos, noutra uma caneta e foi assim até o final da fila. Na última poltrona da fileira ela colocou um batom, que eu logicamente não vi e sentei em cima.- Mocinha! Este lugar esta ocupado! – ela veio dizendo esbaforida.- Hã? (lá vou eu de novo com meu hã?)- Tem um batom ai, estava guardando este lugar! Não viu?- Ah, tudo bem, olhe ele aqui – disse, tirando o batom debaixo de mim e devolvendo-o.- Não, moça! Eu estou guardando este lugar com o batom! Esses lugares SÃO TODOS meus – falou a mulher, apontando com o indicador os lugares e com cara de quem quer briga.Eu fiz cara de paisagem e fingi que não havia entendido. Pra ajudar a velha, seu marido veio até mim e repetiu a ladainha, que aqueles lugares eram das filhas e dos genros, que ainda não haviam chegado.- Ta tudo certo! Mas eu cheguei antes deles, senhor – disse para ele.
O velho ficou nervoso.- A senhora saia DAÍ JÁ que eu estou guardando! Estas cadeiras são minhas!
Helloooo...agora o velho tinha se tornado dono do teatro e das cadeiras...- Ah... Se as cadeiras fossem MESMO do senhor, o senhor podia fazer o quisesse com elas, inclusive guardá-las. Mas as cadeiras são do teatro – eu respondi, já pronta a criar caso.Eu na minha santa ingenuidade, pensei que, se eu ficasse ali, firme, fixa e imutável, o homem esqueceria de mim. Total engano! Os dois, surrupiaram minha técnica de estátua e ficaram ao meu lado, em pé, me intimidando. Comecei a sentir um certo medo, porque os dois não tiravam os olhos de mim. Um tempão depois, chegaram as filhinhas e os genros.
Fui fuzilada pelos olhares de todos. Uma das filhas veio até mim, indignada. Como eu tinha me sentado no lugar dela? Falta de educação a minha, absurdo!Resolvi apelar para o método da estátua. Eu não ia sair dali e nem abrir a boca. Fiquei sentada ali, parada, completamente imóvel. Não tive coragem sequer de ir ao banheiro... Olha que absurdo!?Sou da paz e não gosto de criar caso mas uma coisa que me tira do sério são estes seres “guardadores de lugares”, uma espécie de flanelinhas de poltrona... De onde vem isso? Não deve ser por pura pirraça, de fato as pessoas estão acostumadas a pagar caro pelas coisas e querem o melhor. Além disso, homens vivem em grupo. É óbvio querer marcar o território e ter os seus ao seu lado. Mas há um certo exagero. Um ódio contido que deságua exatamente ali, nas filas cheias de poltronas de um auditório. Muita gente quer descontar ali as suas frustrações.Isso é coisa de gente que nunca conseguiu achar seu próprio lugar na vida. Nem na família, nem no trabalho, nem entre os amigos, nem em canto algum. São pessoas carentes, deslocadas, perdidas, sem ter para onde ir nem onde parar. Só um órfão de alma precisa segurar uma cadeira com tanta força.Decidi que nunca guardaria lugar. É ótimo se sentir livre nessas horas de corre-corre e pânico por uma coisa tão mesquinha como um assento para a sua bunda. Hoje em dia olho com dó os guardiões de poltronas. A má notícia é que assisto muita coisa em pé, no chão, de lado, ou torta, mas feliz.
Sou uma mulher de lugar desmarcado. A minha liberdade não tem preço muito menos lugar marcado!
Demi.

17 outubro 2006

Desencontros

Fico pensando, porque tanta gente separada , homens e mulheres de várias idades e classes sociais .
Um tremendo desencontro , ninguém se entende , nada dá certo.
Fui casada durante alguns anos e nessa fase fui protegida pela instituição casamento.
Quando me separei voltei a vida de solteira e confesso que acho uma verdadeira guerra.
Guerra com as amigas , existe uma competição velada de quem vai se dar bem primeiro , qual namorado é o melhor etc.
Guerra com as inimigas que querem o seu namorado e que ainda por cima se fazem de amigas.
Guerra com os homens, acho que essa é a pior delas.
Ninguém tem chance de nada , tudo é pré interpretado e pré estabelecido, se você não tem dinheiro é interesseira, se gosta de homens mais velhos esta afim de se dar bem (herança), se gosta de mais novos é tarada, ninfomaniaca e por ai vai.
Acabando esta fase , temos a fase dos primeiro encontro, tudo deu certo , ninguém te passou a perna e ele não te rotulou de nada.
Toca o telefone , vamos sair , me arrumo linda , aquela blusa estonteante , escova nos cabelos , jeans apertado.
Ele me pergunta se pode me encontrar com uma camisa florida , eu rio , acho que ele esta brincando e concordo.
Pensei, ele não é americano em férias no Hawai , só pode ser brincadeira.
Chego no local combinado , ele esta com a camisa florida , quase caio do salto, eu , linda loira e japonêsa acompanhada de um homem de quase 2,0m de altura com uma camisa vermelha cheia de flores , relevo.
Sentamos e começamos a conversar , estavamos em grupo , eu levei uma amiga comigo e ele dois amigos.
A conversa começa a rolar , a bebida descontrai e a musica alegra o ambiente , entao passa na nossa frente o o desafeto da Daniela Ciccarelli , Carolina Bittencourt, o moço quase quebra o pescoço, bom ela é bonita , é gostosa e esta na crista da onda, mas para o primeiro encontro ele poderia ser mais sútil , relevo.
Em um momento alguém quer pedir algo para comer , entre cardápios e sugestões o moço vira e me diz que não vai comer nada porque almoçou a casa da mãe e comeu virado de feijão com dois olhudos....

Dois olhudos???
Olhei para a minha amiga e começamos a rir , a ficha caiu e entendemos que eram dois ovos fritos, para completar o moço elogiou o almoço dizendo todo o menu servido , linguiças , couve , etc.
Chegamos ao fim da noite , foi tudo tão esculachado que a mágia se perdeu , meu entusismo inicial já não existia.
A chance de acontecer um romance se esvaiu , foi mais um desencontro.

16 outubro 2006

Política, Ética e Fantasias Sexuais


Por Paulo Addicted
Começo recorrendo a Freud, para falar de projeção, o ato de atribuir a uma outra pessoa, as qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio. Um mecanismo de defesa através do qual os aspectos da personalidade de um indivíduo são deslocados de dentro deste para o meio externo.
Alguém que afirma textualmente que "todos nós somos algo desonestos" está, na realidade, tentando projetar nos demais suas próprias características.
Até que ponto a política é compatível com a ética? A política pode ser eficiente se incorporar à ética? Não seria puro moralismo exigir que a política considere os valores éticos?
Há quem considere que esta é uma falsa questão, que ética e política são como a água e o vinho: não se misturam. O presidente Lula acredita que política e ética são dois complexos sociais inteiramente distintos e quem pensa assim, adota uma postura que nega qualquer vínculo da política com a moral: os fins justificam os meios.
A política adotada por Lula e pelo PT, ou seja, buscando a manutenção do poder a qualquer preço, subtrai dos atos políticos qualquer avaliação moral, entendendo esta como restrita à vida privada, dissociando o indivíduo do coletivo.
Esta visão “empobrecida” sobre a relação ética e política desconsidera que a moral também é um fator social e não deve se restringir a consciência dos indivíduos. Embora a moral se manifeste pelo comportamento do indivíduo, ela expressa uma exigência da sociedade. Ou seja, não leva em conta que a política nega ou afirma certa moral e que, em última instância, a política também é avaliada pelo comportamento e entendimento moral das pessoas. Aliás, se a política almeja legitimidade não pode dispensar o consenso dos cidadãos, em suma, o apelo à moral.
Os escândalos do governo Lula abalam a política brasileira e a confiança do povo nas instituições e demonstram que os valores morais e os princípios éticos são artigos a serem destruídos por aquele que foi eleito para conduzir a vida da nação brasileira. Ultrapassamos há muito os limites da indignação. É preciso reagir, já. Se o atual presidente não inspira confiança, a reação deverá vir da sociedade civil organizada.
Contudo, quais são os valores e princípios que a nossa sociedade possuí? Somos, hoje, uma maioria de desonestos e corruptos? De certa forma eles estão implícitos e nosso presidente tira proveito disso por meio de políticas públicas demagógicas ou apenas assistencialistas. Com retórica e ilusionismo popular produz discursos carregados de mentiras para ganhar nossa atenção e voto.
Na contra mão vem Geraldo Alckmin mostrando que valores morais devem permear a vida publica e servir justamente para orientar as pessoas no momento de escolhas e de construção de um Brasil decente. Como a ação humana é aberta e não inteiramente determinada, toda comunidade humana precisa criar valores que permitam distinguir os comportamentos desejados e bons dos indesejados e maus. Tentando a todo custo que toda sociedade promova uma reflexão crítica sobre seus valores morais e suas práticas reais.
Um exemplo foi o debate ocorrido na Rede Bandeirantes, retomo o debate para finalizar meu raciocínio, ao questionar crimes cometidos pelo atual governo, foi taxado de agressivo, mas, se este for o caminho para a verdade aparecer e determinar quais valores nossa sociedade quer na pratica da vida pública, que seja agressivo, sempre.
Provando que Geraldo Alckmin está correto, analisemos a reação ao final do debate da nova coordenadora de campanha do presidente Lula, Martha Suplicy, para quem não viu, ela chamou Alckmin de “boneco de plástico”, poderia recorrer novamente a Freud, mas, ela como psicóloga sabe do ocorrido no seu intimo, diante de um homem preparado, com valores definidos, supostamente agressivo, quem diria, conseguiu mais uma eleitora e despertou fantasias sexuais na sexóloga.

Agora ela brinca com seu verdadeiro “boneco de plástico” chamando-o de “Meu Presidente”.

15 outubro 2006

Amor na política

Ai ai ai... Não estou agüentando mais!!! Será que todo esse povo que quer ser presidente, governador, deputados, senadores, funcionários comissionados, presidentes de estatais, entre tantos outros, estão pensando que eu sou burra?!?!?!
Escutem todos: EU NÃO SOU BURRAAAAAAAAA!!!! Sou velha, boazinha, paciente, educada, conformada (algumas vezes), mas burra não. Ah, isso não mesmo...
Acho que devo neste momento me colocar um pouco no lugar do cidadão comum, desligado do mundo por pura falta de tempo e necessidade de trabalho, por falta de preparo, cultura e educação, por falta de possibilidade. Vou me colocar na situação de um simples brasileiro que apenas pensa em trabalhar para sustentar a família, que ama a seleção brasileira acima de tudo, que tem como maior prazer o encontro com um pequeno grupo de amigos, e como maior laser o passeio no parque público.
Ele é o Zé ! (sem qualquer intuito de satirizar o nome, pois tenho um filho assim chamado).
É incrível, mas esse brasileiro tem algo que muitos de nós não enxergamos, não sentimos conscientemente, acabamos nos esquecendo de manifestar por extremas tentativas de coerência nas falas, justificativas partidárias e ideológicas, extrema complexidade de pensamentos e teses. Esse brasileiro comum tem algo maior do que tudo isso e que deveria nortear a política como princípio fundamental, vindo antes da constituição ou de qualquer norma.
Esse simples brasileiro, o Zé, sente AMOR pelo Brasil. Ele tem dentro do peito um sentimento de patriotismo que não lhe foi ensinado, mas que nasceu no momento em que ele viu o lindo pendão da esperança pela primeira vez, cresceu quando viu a seleção brasileira de futebol saindo vencedora, fortificou-se quando escutou o hino nacional em alguma comemoração na escola (ainda que até hoje não entenda uma frase completa) e definitivamente apoderou-se de seu coração quando tomou consciência do que é ser brasileiro.
O amor pelo Brasil, o patriotismo do Zé, a admiração pela beleza e gigantismo, o heroísmo que espera um dia manifestar, a esperança de igualdade e liberdade, são pontos que todo político se esquece da existência. Não conheci um só que assim agisse, de forma pura, durante toda a minha existência. Não quero questionar aqui ética, corrupção, sistemas e estruturas políticas. Estou falando tão somente de AMOR. Amor pelo Brasil!!!
Acho que todo político deveria pelo menos uma vez por dia declamar em voz alta a letra do hino (com um dicionário ao lado para muitos). Deveria olhar o mapa do Brasil e estudar a suas características geográficas. Deveria estudar um pouco da nossa história. Deveria olhar para a bandeira e entender o que significa cada uma de suas cores, de suas estrelas.
Se tudo isso fosse um esforço muito grande, bastaria escrever na sua escova de dente “Ordem e Progresso” e entender com profundidade o que significa se entregar à vida pública. Manter a ordem e buscar o progresso. Nestas palavras estão implícitas muitas outras que não existem há muitos anos na política, acabando por criar desordem e atraso.
Entregar-se à vida pública, como político, administrador ou qualquer outro cargo, deveria ser uma entrega patriótica, uma entrega completa que representasse e efetivamente demonstrasse amor ao país e ao povo. O Brasil não precisa mais do que isso, já está mais do que comprovado. Aqueles que amaram minimamente o Brasil fizeram muito.
Nosso atual presidente, candidato à reeleição, nos deu uma falsa impressão de ser um Zé. Mas infelizmente demonstrou estar muito mais para Zé Dirceu, do que para o nosso simples e patriota Zé.

Vou continuar minhas orações, que é só o que me resta fazer por esse povo que eu amo tanto.

Apresentando o Paulo Addicted


Recebi um e-mail do meu netinho, nesse início do nosso blog, que não posso deixar de postar, assim vocês conhecem um pouquinho do meu querido Paulo.
"Não há outra palavra, estou em êxtase total, lisonjeado pelo fato da Vovó me aceitar como colaborador de seu Blog, obrigado Vovó. Conheci a comunidade da Vovó não faz muito tempo, perambulando pelo Orkut sempre na companhia do Jack do Marl e de Freud, o Jack uma hora depois de sua companhia esqueço até quem sou o Marl é mais complicado, vivemos uma relação de amor e ódio, porém, nos últimos anos vive me fazendo perder o fôlego, (deixo claro que meu lado feminino é lésbico, portanto nada de gracinhas), o Freud, bem o Freud, é Freud.
A vovó foi um achado, sempre com a palavra certa na hora certa, sua atenção e desprendimento com todos os seus netos e netos me cativou e cativará quem dela se aproximar. Beijo Vovó, te adoro.
Paulo Addicted
Obs: Vovó o velho Freud está atormentando, ele anda espalhando que minha afeição pela senhora nada mais é que reflexo da ausência em minha juventude de um relacionamento com uma mulher mais velha, o velhinho está querendo me sacanear!"
Paulo, vovó ama você!!!!

14 outubro 2006

Feminino


Estive pensando sobre a força do feminino, somos três mulheres de faixa social e idades diferentes escrevendo neste blog, fora todas as outras contribuições que estaremos recebendo de outras netinhas.
Conquistamos com o movimento feminista, não só a queima dos soutiens (que para mim francamente foi uma tremenda besteira, pois nada mais sexy do que um soutien de rendas), mas a igualdade no mercado de trabalho, a pílula anticoncepcional, o divórcio, etc... Entre tantas outras coisas nos igualamos ao mundo masculino na esfera social.
Hoje somos capazes de decidir quantos filhos e quando será a melhor época de tê-los, podemos simplesmente sair de um relacionamento que nos faz infeliz, podemos e ganhamos dinheiro como qualquer profissional no mercado de trabalho e temos direito de gozar. Enfim temos um lugar ao sol.
No que diz respeito a relação homem-mulher acho que algo se perdeu. Estive observando e após conversar com algumas pessoas, cheguei a conclusão que muitas de nós não sabe mais ser mulher.
Com todas essas mudanças, simplesmente mudamos nossa atitude nos relacionamentos.
Ao meu ver as primeiras reivindicações eram de respeito como ser humano, a grande maioria das mulheres no tempo da vovó Rosária apenas aceitava a vida da maneira como ela viesse sem que nada pudesse ser mudado.
Devido a todas estas mudanças, hoje vejo mulheres agindo como homens no que diz respeito a relacionamentos, conquistas, namoros e até casamento.
Mas e o nosso lado feminino onde ficou? Ao meu ver está perdido e sufocado.
Cada um de nós temos um papel no mundo, somos duas forças opostas e complementares o masculino e o feminino, um não vive sem o outro, apesar da proveta e da clonagem ainda precisamos de um homem e uma mulher para a confecção de outro ser humano.
Vejo mulheres convidando homens para uma trepada, só faltam abrir as calças e tirar um pênis pra fora para saber de quem tem o maior. Virou uma competição, onde não deveria haver competição.
Nós não temos pênis e eles não ficam grávidos, para que confundir tudo?
Temos que focar nossa força no feminino, na docilidade, no amor que nos é nato, e nos juntarmos ao masculino para complementá-lo e não para afrontá-lo; a partir daí conseguiremos ser mais felizes e fazer o outro mais feliz também.
Cada um e cada coisa tem o seu lugar neste universo de Deus.

Minha querida Demi se apresenta...

“Era Ana Paula e agora é Natasha, usa salto 15 e saia de borracha...”

Fiquei muito feliz quando Vovó Rosaria me convidou para escrever alguns textos para postar no seu blog e o melhor de tudo (ou pior pra ela...) é que poderá ser sobre o que eu quiser!! Coitadinha da pobre senhora, não sabe o que fez... Afinal, escrever é minha terapia, é a maneira como lido e converso com as “muitas de mim mesma” e os outros que orbitam ao meu redor.
Mas antes deixa eu dar uma idéia de como cheguei aqui ...er... Well, deixa pra lá, pouco importa como cheguei aqui, o fato é que cheguei...
Quem sou eu? Bom, eu sei quem eu NÃO sou... a Demi Moore ! Já é um bom começo saber quem não se é... De resto posso dizer que sou uma mulher, paulistana, que esta prestes a completar mais uma primavera, mas já vivi tanto que tenho sérias dúvidas sobre este dado cronológico. Costumo dizer que fosse escolher uma música-tema pra minha vida seria a Natasha, do Capital Inicial... Aquela que começa com “17 anos e fugiu de casa, as 7 horas da manhã do dia errado, levou na bolsa umas mentiras pra contar, deixou pra trás a casa e o namorado...”. Não que eu tenha fugido de casa, mas a verdade é que desde cedo vivi tudo de forma intensa, e seguindo minha natureza curiosa, posso dizer que me aventurei pelo mundo e pela vida.
Já li centenas de livros. Já vi centenas de filmes. Sei cantar dezenas de músicas. Já fui de barco para uma ilha no Japão e conheci Salvador chegando pelo mar. Já dormi em estação de trem (detalhe a Grand Central, de Nova York, uma noite assustadoramente memorável...rs). Já me apaixonei por gente que mora a mais de 5.000 km de distância. Já casei. Já tive filhos. Já viajei pelo mundo. Já mudei de profissão... UFA! Uma longa vida, em tão pouco tempo...(hehehe)
Porém mesmo tendo vivido muito, eu ainda fico embasbacada com esses horizontes que vislumbro com o olhar besta e atordoado de quem não entende nada, às vezes.
Hoje estou feliz. Apenas pelo que sou. É difícil explicar e talvez só as pessoas muito próximas saibam, mas tenho orgulho de quem me tornei: mesmo sendo uma depressiva assumida, uma eufórica intensa, uma irônica incurável, uma louca irreversível. Tenho orgulho dos poucos amigos que não se incomodam e me amam mesmo assim. Gosto de quem sou. E ainda me instiga a chance de poder melhorar. Por dentro e por fora, porque o conteúdo é muito mais apto a tolher a embalagem que o contrário.
Vocês devem estar se perguntando “sobre o que esta lunática irá falar?”... Sobre o tudo e o nada !!!
Periodicamente eu vou estar colocando aqui meus pensamentos sobre o meu cotidiano, as pessoas, músicas livros, filmes, algumas dicas de beleza, enfim, um pouco sobre tudo e um muito sobre o nada... Coisas úteis, divagações e non-sense...
Até o próximo post... Beijos da Demi.

13 outubro 2006

Querida vovó


É com imenso prazer que aceito seu convite para contribuir com seu blog.Espero, nessa nova etapa, que possamos juntas alegrar e informar todos os seus netinhos.Suas palavras de carinho e esperança contribuem para a formação de um mundo melhor, e a sua alegria contagia a todos, tornando-os sem dúvida, mais felizes. Vovó Rosária, todos nós nascemos com uma missão na vida, a sua missão é dar amor, sua alma é iluminada.Seu coração é puro e ama incondicionalmente a todos, sua existência neste mundo é sem dúvida para amenizar a dor de quem sofre, alegrando vidas com suas palavras doces. A Senhora nasceu para nos transformar em pessoas melhores.
"O prazer dos grandes homens consiste em tornar os outros mais felizes." (Pascal)
Te amo!
Noelle Mills

Muito feliz!! Obrigada Lindooooooooooossssss!!!


Estou muito, mas muito feliz!!!
A Nalva, minha querida faxineira, aprontou essa para mim. Disse que eu sou tão famosa e querida que ela ia me transformar numa blogger. Não sei direito ainda o que isso significa, mas parece que vou poder contar um pouco da minha vida por aqui, falar as coisas que penso, escrever sobre assuntos interessantes.
Achei muito bacana e estou tão feliz que só posso começar a escrever agradecendo a muitos dos meus netinhos e amigos queridos que me ajudaram a chegar até aqui e ter esse blog.
Todos vocês são muito importantes na minha vida e me ensinaram a ser uma pessoa diferente. Aprendi muito com todos os amigos que fiz, em especial os meus amigos queridos do orkut e da comunidade da vovó no orkut. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12936594
Seria injustiça citar alguns nomes e não citar outros. Mas sinceramente acredito que alguns nomes não podem deixar de ser citados pois tratam-se de pessoas muito especiais na minha vida e em tudo isso que vai começar a acontecer.
Por isso, deixo aqui um beijo enorme e todo o meu agradecimento para Vovó Laurinda, Dr. Freud, Noelle Mills, Angelo Pompeo, Nalva Gina, Giancarlo Caselli, Edilza, Nancy, Walma, Ary Osvaldu, Bárbara, Bisbi Lothar, Paulo F., Demi Demetria, Bettina, Taty, Renato Apenas, Mister James, Pedro Anion, Claudia, Marcelo, Fany... Tantos outros deveria citar !!!!!
Vovó ama muito vocês!!!